Para se chegar a Avalon era preciso saber o encantamento que abriria as névoas e chamaria a barca que o levaria pelo lago até à ilha. Somente os iniciados e alguns homens do povo do pântano (que conduziam as barcas) sabiam o caminho para Avalon. Quem ousasse transpor as brumas sem saber o encantamento ficaria perdido, para sempre, vagando entre os dois mundos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A origem da religião da Deusa


                  A origem da religião da Deusa

A cultura celta foi uma das mais importante cultura que predominaram na Europa milhares de anos antes da ascensão e conquista de Roma.

 Os celtas surgiram na Europa central em meados do 2 milênio AEC, e provavelmente se originaram dos povos indo-europeus do continente asiático, na época do bronze tardio e espalharam- se por todo continente europeu a partir da idade de ferro.

Os primeiro relatos da existência dos celtas na Inglaterra e península ibérica datam de 1000 AEC, começaram a ocupar as margens do rio DANUBIO e sul da Alemanha á partir do ano 600 AEC.

 O avanço das artes e da cultura céltica aconteceu na suíça às margens do rio NEUCHÁTEL e em La téne. 

A partir daí entre os séculos Três e cinco AEC, espalharam-se por toda Europa chegando á Turquia e Ásia menor. 

Pesquisadores afirmam que os celtas permaneceram na Irlanda até a época de CROWELL, mais ou menor no século 17 EC.

Apesar de terem de espalhado por longas distancias e países diferentes, a cultura celta jamais se fragmentou, pois havia forças maiores que os uma:

- a língua, a arte e a religião.

A religião dos celtas era o druidismo, uma das religiões, mas antiga do mundo. 

Na organização da sociedade celta, os druidas exerciam um papel fundamental e de maior importância, já que éramos ministros da religiosidade, guardiões das tradições, cultura e da teologia. 

O druidismo era uma religião politeísta e seus ritos sempre eram realizados ao ar livre, pois os deuses jamais poderiam ser reverenciados em templos feitos pelas mãos humanas e assim a natureza era reverenciada como a única forma de atingir a essência das divindades.

A raiz filosófica- espiritual dos celtas era baseada na reverencia á duas grandes divindades:

- A grande deusa mãe, e o deus cornifero, chamados de ceridwen e cernunos.

Essas duas grandes divindades garantiam a prosperidade da descendência, da agricultura, do gado e o sucesso na guerra.

 O calendário céltico tinha uma estreita relação com a agricultura e os ciclos sazonais da natureza. 

O druidismo ou a religião céltica pode ser exprimido como o culto à grande deusa mãe. 

A própria natureza, em todas as suas manifestações.

Os druidas ensinavam sobre a arte da agricultura, da cura com ervas, da caça entre outras coisas.

 Realizaram as festas ritualísticas em homenagem as divindades, alem de iniciarem as pessoas nos preceitos da arte da magia.

A iniciação nos mistérios druidicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veiculo de magia incontrolável.

 Eram versados na adivinhação, onde utilizavam bastões oculares chamados de COELBREN para predizer o futuro. 

A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres, mais a sociedade era extremamente matriarcal. 

Originalmente o sacerdócio era totalmente feminino. As druidesa eram divididas em 3 classes:

- A primeira vivia enclausurada para alimentar o constante fogo da deusa Brigit.

As outras 2 classes:

- Se casavam e eram as principais participantes nos rituais sagrados.

A raiz filosófico-espirituais dos celtas era baseada na reverencia a grande Deusa Mãe e ao Deus Cornífero. 

Os pagãos diziam que o universo foi criado á partir do corpo e da mente da grande Deusa. 

Ela é o principio que simboliza a fecundação e a criação, mãe de todos os deuses, seu filho e consorte o Deus Cornífero, representa a fertilização.

No final da idade de bronze, que data 5000 AEC á 2000 AEC, encontramos muitos indícios de cultos á Deusa Mãe. 

Pesquisas arqueológicas trouxeram a tona diversas obras de arte, das mais antigas, que são representações humanas do arquétipo da mãe. 

Estas descobertas se estendem por toda Europa, áfrica, Escandinávia e diversas outras localidades. Estatuas femininas esculpidas em osso, marfim, barro, argila e pedra representando mulheres nuas com longos cabelos, grandes ventres e seios, sempre foram encontradas nas proximidades de lugares sagrados e em sepulturas, significando algo sagrado e de simbologia religiosa.

Foram encontrados também alguns objetos ritualísticos com desenhos da Deusa, que pela data constatada através de teste com carbono 14, datam de 500.000AEC, o que seria no paleolítico inferior.

A adoração a Cernunos, filho e consorte da Deusa, também era muito difundido na Europa.

 Foram encontradas diversas estátuas na Suécia e em Mohenjo Daro, no vale indo, com representações do deus cornifero com galhos de cervo e cercado por diversos animais.

Os homens primitivos, nossos ancestrais, sempre considerarem que o poder divino quer presidia a criação era feminino e não masculino, como o cristianismo impôs o mundo. 

Torna-se evidente que as crenças religiosas centrais da Europa envolviam a adoração da grande deusa mãe (a terra e a lua), e ao deus cornifero (o sol). 

Com o advento do século 21 e conseqüência da era de aquário, todos estes velhos conceitos estão voltando á tona e ressurge em todo mundo com uma força brutal as crenças e todo o poder da magia dos antigos celtas. 

A bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000anos de exclusão e “desaparecimento” ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA, como muitos usam hoje quando se referem às crenças e praticas de origens “pagãs”








Um comentário:

  1. Passando para divulgar meu livro!

    https://agbook.com.br/book/172457--O_Profetico_Retorno_do_Rei_Arthur

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